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  • Por Oficina Talentos

A Curva de Mudança e a relação com o momento atual das organizações.


https://changeminds.com.br/a-curva-da-mudanca-2/

Estamos vivendo um tempo de mudanças organizacionais e de relações no ambiente corporativo e fora dele, que tem nos estimulado a repensar o modelo de aprendizagem adotado em treinamentos, palestras e até mesmo no desenvolvimento da própria organização. Em 1969 Kubler Ross iniciou estudos com pessoas em estágio de câncer terminal e percebeu que nós temos um padrão de comportamento frente ao luto. Mais tarde, outros pesquisadores da própria neurociência testaram este padrão para qualquer perda e qualquer mudança.

Todos esses processos envolvem uma sensação de perda e no nosso cérebro, inclui ter que reaprender, abandonar o que era confortável e partir para o novo, para um território desconhecido e desconfortável. É como viver pequenos lutos internos, em um nível cerebral e biológico que explicam as emoções durante os processos de mudança.

A fase inicial é relacionada ao choque ao primeiro impacto. A sensação do “E agora?” que naturalmente se auto conflita e dependendo da situação traz um embate emocional de proporções diferentes e às vezes incontroláveis.

A segunda fase é a Negação é o ato ou ação de negação à qualquer situação que imaginamos adversa e assim reagimos de maneira resistente e protetora. O mais importante é não estacionar aqui, não deixar tomar conta de nós, a partir de uma expectativa de ter controle das coisas ou pessoas ao nosso redor.

;Partindo para a terceira fase que é o estágio da Raiva, sentimento que externaliza ações características como culpa, dos outros, do meio ou auto questionamentos, resultado da insatisfação de ações, circunstâncias e fatores relacionados ao ambiente.

Na quarta fase temos a Barganha, trata-se de uma negociação, um exemplo é que todos nós projetamos ações, metas e desafios constantemente e temos aqueles em que fazemos acordos com nós mesmos para o seu cumprimento total ou parcial e até uma readaptação, não é mesmo? A quebra de um padrão mental exige energia para conseguir avançar na curva da mudança.

Aqui atingimos a quinta fase, a da Depressão, momento difícil onde nos fechamos das pessoas e do mundo. Não queremos falar, nosso desejo e nossa vontade é ficar só. Não poderia negligenciar aqui a força que esta fase pode representar ou trazer, pois é o momento em que podemos nos fortalecer e entrar numa crescente de energia e partirmos para a reação, impulsionada por nossas fortalezas, pelo nosso lado saudável.

A sexta e última fase é da Aceitação que ocorre a partir da vivência e escolha, daí começamos a Experimentação, colocando algumas opções em prática para assim chegar o momento de decisão, na Escolha, encontramos duas possibilidades: adaptar ou reinventar.

Aqui cabe lembrarmos que nem tudo precisamos reinventar, às vezes basta adaptar para alcançarmos o bem-estar.

A Integração nos lembra que não somos uma parte, somos um todo, a vida, o meio e as relações.

Todo este caminho é percorrido automaticamente por todos nós, em diversos momentos e papéis como o lar, o trabalho, a família etc. Conhecer esta dinâmica ajuda a passar pelo processo de forma mais consciente e assim reconhecermos o que acontece conosco e com aqueles que convivemos, portanto ajudando nas relações.

O autoconhecimento é uma ferramenta importante que nos possibilita reconhecer as mudanças que valem a pena a gente embarcar, trazendo luz ao nosso protagonismo.

Não podemos esquecer que as emoções descritas na curva da mudança são naturais, e envolve o funcionamento do nosso cérebro, com seus recursos e mecanismos evolutivos como luta e fuga. Nomear as etapas que estamos vivendo ajuda a compreender como nós estamos e os outros se sentem.

As fases trazem relação entre energia e tempo, o que nos faz pensar que existem mudanças que exigirão mais tempo ou energia, algumas acontecerão de maneira rápida outras não, entender isto, nos lembra que alguns processos precisam ser vividos etapa por etapa, e aqui vale lembrar que precisamos nos permitir este tempo interno, pessoal e intransferível.

Neste momento da pandemia, a humanidade está passando por estas fases e a cada nova notícia que recebemos podemos avançar ou retroceder na curva, e isto é mais do que esperado, é natural. Identificar em que fase estamos ajuda a lidar melhor conosco e criar empatia com o outro.

A quarentena trouxe várias mudanças para muitas pessoas e organizações, passar por este processo num ambiente corporativo, por exemplo, pode necessitar do apoio de profissionais (consultores, RH) que ajudem através de técnicas como treinamentos, coaching etc para tornar o caminho a ser percorrido mais leve e construtivo.

Esta resenha foi elaborada com base no artigo publicado e de autoria da Franciele Maftum.

Elisângela Sousa

Consultora de Recrutamento & Seleção na Oficina de Talentos RH

Formada em Psicologia, Pós-Graduada em Psicologia Organizacional, Psicodramatista, Psicoterapeuta e Coach.

Angélica Alessio

Consultora de Recursos Humanos na Oficina de Talentos RH

Formada em Administração de Recursos Humanos com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Analista Comportamental.

Matéria de Referência para o texto: https://changeminds.com.br/a-curva-da-mudanca-2/

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